Remapeamento, reprogramação eletrônica, chip de potência… esses nomes são conhecidos por você? Se você está aqui certamente alguém já deve ter comentado contigo sobre este assunto, aprenda mais sobre este serviço e conheça de fato o que é e para que serve!

Chip de potência o que é?

A história do chip de potência

Pois bem, vamos voltar no tempo lá no fim da década de 80 quando os veículos no Brasil ainda eram equipados com o carburador, dispositivo responsável pela alimentação e o gerenciamento do motor, que era totalmente mecânico. Nesta época existiam muitos desafios para o bom funcionamento. Isso acontecia pelo fato do motor não ter uma auto adaptação em suas diversas condições de uso. Percebendo isso, as indústrias começaram a substituir estes modelos e os veículos passaram a vir equipados com um sistema de injeção eletrônico, conhecido fora do pais como ECU, sigla em inglês que traduzida significa central de controle do motor. Ela pode ser comparada a um computador que monitora e gerencia o funcionamento do motor com mais eficiência por estar ligado a diversos sensores e atuadores.

Este contexto permitiu que os fabricantes fizessem um motor que tem ampla aplicação, ou seja, um mesmo motor pode ser aplicado em vários modelos veículos e com potência e torque variado, isso pode acontecer por vários motivos, entre eles: leis ambientais, leis de transito, tributação e questões comerciais. Sendo assim existe então uma margem que pode ser trabalhada proporcionalmente, podendo assim realizar a otimização de potência sem trazer nenhum risco ao correto funcionamento ao motor.

 

Como funciona o chip de potência e o que ele é

O chip de potência é a modificação do software original, que é mapeado e programado pelo fabricante do sistema de injeção eletrônico.

O termo chip de potência é antigo, pois na época quando surgiu o sistema de injeção, na placa da central era soldado um chip, ou seja, um componente que o nome técnico é eprom e dentro deste chip estava gravado todas as informações referente a rotina do motor ou também conhecido como mapas de funcionamento, logo, foi ai que surgiu o nome chip de potência. Com o passar do tempo a tecnologia evoluiu e a eprom foi substituída pela memória flash e atualmente esta memória está incorporada ao microprocessador que está presente nas atuais centrais eletrônica de injeção. Sendo assim, aconteceu uma evolução no nome deste serviço, de chip de potência passou a se chamar remapeamento da injeção, reprogramação eletrônica ou, parametrização em alguns casos. Em resumo podemos concluir que todos esses nomes se referem ao mesmo serviço, que é a alteração do software que está dentro da ecu.

 

Como é feito o serviço de chip de potência?

Existem várias forma de realizar este serviço. No início, o procedimento para se ter acesso aos dados da ecu era necessário a remoção de um chip da placa, e para conseguir realizar a leitura era necessário um programador de eprom, após ter o arquivo original salvo, era possível fazer a modificação dessas informações utilizando um software para remapeamento como exemplo o Ecm Titanium, após realizar as modificações necessárias no arquivo é gerado um segundo arquivo: o modificado, que era gravado na eprom e novamente era soldado a placa no sistema de injeção e novamente instalado no veículo para o motor funcionar de acordo com as novas configurações.

Com o passar do tempo, tivemos evoluções. O chip foi substituído por uma memória e o acesso a ela passou a ser via tomada de diagnose, sendo assim utilizamos como exemplo o KessV2, onde permite ler e gravar um arquivo via obdII sem a necessidade de remover a central eletrônica do veículo. E este não é o único procedimento, é possível também ter acesso ao arquivo original de um veículo utilizando o K-tag, que tem a função de ler e gravar, só que neste caso o procedimento precisa ser feito diretamente na central eletrônica de injeção. Para isso, faz-se necessário a remoção da ecu do veículo, trazendo ela para uma bancada, onde a comunicação pode ser feita através do conector da ecu ou realizando um boot direto na placa. Para levantar esta necessidade, é preciso saber a marca, modelo, motor, ano e qual é o sistema de injeção que está instalado no veículo, a partir desta definição é possível identificar qual ferramenta é a indicada para realizar o procedimento de chip de potência.

 

Existem riscos em realizar o serviço de chip de potência em meu motor?

Podemos afirmar que um serviço de reprogramação bem feito não vai afetar em nada a vida útil do motor de um veículo e também não vai alterar o consumo de combustível. Isso pelo fato de respeitarmos o limite físico e mecânico de potência e torque que o motor em questão pode suportar. Claro que neste caso estamos falando de motores totalmente originais e sem nenhuma modificação mecânica.

Posso lhe dar como um exemplo real: o Motor N20 desenvolvido pela BMW. Este motor no Brasil vem equipado em diversos modelos de veículos da BMW, mas em especial vamos falar da 320i e da 328i. Ambas possuem a mesma carroceria F30 e o mesmo motor 2.0 16V Turbo, gerenciado por uma central eletrônica de injeção BOSCH MEVD17.2.X. A diferença de potência entre elas é que a 320i vem com 184cv de potência final e torque de 27.5 kgfm, já a 328i com 245cv de potência final e torque de 35,7Kgfm. Neste exemplo fica claro que a diferença está somente no programa que gerencia o funcionamento do motor.

Sendo assim eu posso afirmar para você que é possível realizar uma modificação no software da injeção eletrônica que gerencia o seu motor otimizando o seu funcionamento, melhorando a sua performance e o seu desempenho.

 

Benefícios em realizar o serviço de chip de potência

Existem vários motivos para realizar o serviço de chip de potência em um veículo, em primeiro lugar é a percepção que você terá no veículo reprogramado, pois ele vai responder muito melhor quando você pressionar o acelerador e sentir a retomada de marcha. Sendo assim, o desenvolvimento do veículo quanto a “potência e torque” ficam muito mais evidentes e marcantes após realizar este serviço. A entrega de potência fica mais linear permitindo uma experiência de direção muita mais segura e em muitos casos, emocionante.

Também é possível perceber que em um modo de condução normal de um carro bem remapeado  pode torna-lo mais econômico, pois com a sua otimização de potência e torque, é possível andar em uma mesma velocidade com menos torque.

Ao modificar os parâmetros programados pelo fabricante, proporciona a máxima potência do motor para o veículo que tenha sido enfraquecido pelo fabricante.

Outro ponto importante é a personalização do software padrão, permitindo assim criar um software personalizado para se adaptar a mudança mecânica que pode ter sido feita no motor.

O serviço de chip de potência vai proporcionar os seguintes benefícios: Ganho de potência, melhor dirigibilidade e melhorar o consumo de combustível.

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